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Prof. Dr. Marcus H. Martins  

 
  

Trinta Anos Após o
"Dia Há Muito Prometido":
Reflexões e Expectativas

por Marcus H. Martins, Ph.D.

Palestra no Instituto de Religião de Orem, Utah, EUA - 29 de Fevereiro de 2008
Video
(em inglês) no YouTube: 
http://www.youtube.com/drmhmartins
Copyright 2009  Todos os Direitos Reservados  -  Traduzido e Adaptado em 29 Abril 2009


Introdução
Ênfase Renovada na Exatidão Doutrinária
Mais um Padrão Moderno de Fé
Uma Expectativa Popular Para o Futuro
Conclusão

Em 1978 o anúncio da revelação que estendeu o sacerdócio a todos os homens dignos da Igreja independente de raça, foi comemorado como a chegada do "dia há muito prometido" (Doutrina & Convênios, Declaração Oficial-2). Ao refletir sobre o trigésimo de aniversário dessa revelação, eu sinto profunda gratidão ao Senhor por enviar-me à terra numa era em que me seria permitido receber o sacerdócio e trabalhar em sua vinha. As bênçãos e os privilégios que minha família e eu temos desfrutado na Igreja nestas últimas três décadas excederam todos os sonhos que nós poderíamos ter tido antes de junho de 1978.

As escrituras revelam que mil de nossos anos são como um dia para o Senhor, e porisso eu suponho que Ele não se importe muito com nossos calendários e mudanças de anos e séculos. "…[Tudo] isto é um ano para Deus, mas não para o homem." (Doutrina & Convênios 88:44) Mas para nós essas datas são importantes porque nos fornecem oportunidades para reflexão e para expressar gratidão pelas bênçãos recebidas.

Ao longo dos anos eu fui convidado muitas vezes a falar sobre meus sentimentos como membro da Igreja e da raça negra. A primeira vez que falei publicamente sobre isso foi há 14 anos atrás num fórum realizado no campus da BYU, bem perto daqui. Desde então tive oportunidades de falar de costa a costa—de Boston a San Francisco.

O interessante é que, baseado em minhas experiências, parece-me que somente nos Estados Unidos há interesse neste assunto. Nas minhas viagens a países asiáticos e mesmo no meu próprio país, o Brasil, eu nunca fui convidado a falar sobre este assunto.  Uma exceção aconteceu em Kuala Lumpur, Malásia, quando durante o intervalo em uma conferência acadêmica três mulheres muçulmanas se aproximaram de mim e perguntaram corajosamente: "Você é preto e brasileiro. Como você pode ser Mórmon?"

Eu sempre agradeço a meus anfitriões pelas oportunidades de falar sobre minhas experiências como um membro da Igreja, mas eu sempre enfatizo que eu não sou um ativista de relações raciais.  Eu me considero apenas um membro comum da Igreja que nos últimos 36 anos viveu várias experiências incomuns.

Ao refletir sobre as conseqüências da revelação sobre o sacerdócio de 1978 eu o faço "usando dois chapéus" por assim dizer—o de um cientista social e o de uma pessoa de fé. Mas deixe-me esclarecer que em minha mente eu resolvi anos atrás que minha fé sempre moderará minha curiosidade intelectual e a manterá sob controle.  Nesse espírito, eu acredito que a revelação de 1978 trouxe grandes contribuições para a Igreja.  Visto que nosso tempo é limitado, eu limitarei minhas observações a duas dessas contribuições: (1) uma ênfase renovada na exatidão doutrinária; (2) mais um padrão moderno de fé.  Depois disso eu oferecerei minha opinião sobre uma das expectativas populares para o futuro da Igreja.

Ênfase Renovada na Exatidão Doutrinária
Os membros da Igreja do Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são também membros das sociedades em que vivem, e tendo um clero leigo, a Igreja não controla as idéias sociais, culturais, ou políticas de seus membros. A Igreja ensina o evangelho do Jesus Cristo de acordo com as escrituras e as palavras de profetas vivos, e permite que seus membros apliquem as doutrinas do evangelho em seu dia-a-dia de acordo com suas próprias escolhas. Conseqüentemente, é inevitável que às vezes opiniões pessoais, equívocos, ou interpretações errôneas ocorram a nível local em aulas dominicais. Para mim foi isso que aconteceu na Igreja em relação à raças e etnias.

Como sociólogo eu diria que, como sistemas de crença, as religiões não são necessariamente racistas. As pessoas trazem para suas religiões traços culturais e opiniões partilhadas por suas sociedades. Assim, se você conheceu um Santo dos Últimos Dias que era racista, essencialmente essa pessoa seria assim não por causa da Igreja do Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mas sim por causa de sua aderência às tradições de sua sociedade. Isto aconteceria nos Estados Unidos, no Brasil, na África do Sul, ou em qualquer outra parte do mundo. De fato, o racismo não é um fenômeno exclusivo de relações entre negros e brancos, mas ocorre entre brancos e outros brancos, como nos Bálcãs, e entre negros e outros negros, como em muitos conflitos tribais no continente africano.

Eu vejo a influência de traços culturais e de normas sociais na vida religiosa como quase inevitável. Até mesmo o profeta Joseph Smith pareceu reconhecer essa possibilidade em 1835 ao declarar que "… muitos, … possuídos por um zelo que não era ditado [pelo conhecimento], e sem compreender os princípios puros da doutrina da Igreja, passaram a ensinar e dizer, dentro do entusiasmo que os dominava, coisas aviltantes aos verdadeiros princípios e caráter Igreja. Lamentamos profundamente tudo isso, e nos desculparíamos, se desculpas pudessem resolver alguma coisa." (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.78; tradução alternativa adicionada)

Entre meados do século 19 e junho de 1978 membros masculinos da Igreja com descendência africana negra não podiam ser ordenados ao sacerdócio. Até hoje não existe uma explicação oficial para essa proibição.  Por causa de nossa crença em revelações modernas, a Igreja escolheu esperar por orientação divina sobre o assunto, que finalmente veio em 1978.  Nesse meio tempo vários membros e líderes tentaram por si próprios encontrar razões lógicas para a existência da proibição.  Essas tentativas levaram à adoção extra-oficial de idéias antigas sobre a raça negra mantidas por outras tradições religiosas há séculos. Entretanto, aqueles que escolheram adotar tais idéias o fizeram em oposição à nossa posição escriturística sobre relações raciais encontrada no Livro de Mórmon, onde Néfi proclama que Deus "… convida todos a virem a ele e a participarem de sua bondade; e não repudia quem quer que o procure, negro e branco, escravo e livre, homem e mulher; e lembra-se dos pagãos; e todos são iguais perante Deus, tanto judeus como gentios." (O Livro de Mórmon: Um Outro Testamento de Jesus Cristo; 2 Néfi 26:33)

Alguns acreditavam que negros não estavam preparados, mas disseram isso baseados em suas opiniões pessoais, sem qualquer evidência, e em desacordo com as revelações desta dispensaçãoção, que indicam claramente que o evangelho restaurado era para todas as nações, tribos, línguas e povos—sem exceção. As revelações que estabelecem as ordens do sacerdócio na era moderna dadas a Joseph Smith e registradas em Doutrina & Convênios são amplas e inclusivas, e não estabelecem nenhuma limitação quanto à que os tribos ou as linhagens poderiam receber o sacerdócio nesta última dispensação. Frequentemente a linguagem desse livro indica claramente o âmbito das revelações—incluindo aquelas que estabeleceram a organização do sacerdócio—ao usar termos tais como "a todos os homens," ou "a todo homem", ou "todo o mundo" (Doutrina & Convênios  1:2, 4, 6-7, 20-23, 34-36; 84:45-48)

Conseqüentemente, uma das conseqüências da revelação de 1978 foi a ênfase renovada na exatidão doutrinária. Este é um dos desafios para a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no século 21.  A Igreja—na realidade ninguém—tem controle sobre a circulação de informações no ciberespaço. Qualquer um pode transformar-se em um "oficial informal dos assuntos públicos" criando páginas e blogs online, sem nenhuma supervisão dos órgãos oficiais da Igreja.

Nós compreendemos agora que mais do que nunca a responsabilidade que cada membro da Igreja tem de estudar cuidadosamente as escrituras e as palavras dos profetas atuais, a fim de podermos fazer declarações exatas sobre nossas crenças. E observe minha ênfase nas "palavras dos profetas atualmente vivos." É fácil acessar ferramentas informatizadas para encontrar citações do passado. Mas nós devemos verificar se aquelas palavras estão em harmonia com os ensinamentos atuais. Não importa o que Brigham Young, John Taylor, ou qualquer outro profeta do século 19 pensou sobre esse ou aquele grupo racial ou nacionalidade. Para nós o que importa é o que os profetas e os apóstolos atuais estão ensinando sobre nossos status e valor como filhos de Deus.


Mais um Padrão Moderno de Fé
A vitalidade do mormonismo encontra-se em suas doutrinas extraordinárias, ordenanças, e nas bênçãos, privilégios e promessas contidos na mensagem do evangelho restaurado de Jesus Cristo. Subestimar alguma daquelas podia comprometer a fonte de vida da Igreja. Figurativamente falando, é o bosque sagrado que atrai conversos vitalícios, e não o carrinho de mão dos pioneiros. Embora o carrinho de mão seja o símbolo de um êxodo baseado na fé, essa fé começou no bosque sagrado. A Igreja não é verdadeira porque seus membros pioneiros cruzaram as planícies dos EUA. A Igreja é verdadeira porque Deus falou dos céus, chamou um profeta na era moderna, e através deste profeta restaurou seu evangelho e sacerdócio ao mundo.

O poder da mensagem e das doutrinas do evangelho restaurado podem ser verificados pelo fato que antes de junho de 1978 pessoas de descendência africana negra que uniram à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias estavam dispostos a fazê-lo mesmo sem poder desfrutar de seus benefícios plenos. Reminiscente da mulher canaanita mencionada no Novo Testamento (Mateus 15:22-28), tais conversos preferiram "partes," por assim dizer, do evangelho verdadeiro na Igreja do Jesus Cristo do que banquetes de verdades incompletas em outras partes do mundo.

Quando meus pais e eu nos unimos à Igreja no Brasil em 1972, nós o fizemos como um ato de fé. Alguns acreditam que fé e razão são incompatíveis, mas olhando em retrospecto em nosso caso nossa fé nos levou a ver que questões raciais eram secundárias e temporárias. Nós acreditamos sinceramente que se nós fôssemos fiéis Deus teria em um bom lugar no céu para nós, apesar de meu pai e eu não podermos receber o sacerdócio nesta vida.

As provas de fé enfrentadas pelos membros negros antes de 1978 demonstram amplamente o seu comprometimento com o evangelho restaurado, e da mesma forma como os pioneiros SUD do século 19 forneceram um padrão da fidelidade para futuras gerações por sua obediência e sacrifício em cruzar as planícies dos EUA e ao construir comunidades em ambientes então inóspitos, os conversos negros de antes de 1978 adicionaram mais um padrão moderno de fé ao unir-se à fé verdadeira mesmo sem poderem desfrutar plenamente de seus privilégios.

Após trinta anos este padrão adicional fornece uma pergunta significativa para todos os Santos dos Últimos Dias: Nós permaneceríamos fiéis se alguns dos privilégios e bênçãos de nossa religião fôssem retidos por algum tempo? Alguma vez duvidamos do Senhor e de suas promessas apenas porque uma determinada bênção ansiosamente desejada foi adiada ou temporariamente negada?

Alguns dentre nós desejam um casamento no templo, mas temporariamente não são bem sucedidos na busca de um companheiro eterno. Outro desejam filhos, mas não conseguem concebê-los nesta vida. Ou desejamos a realização de uma das promessas contidas em nossas bênçãos patriarcais, mas não conseguimos ver os sinais do dia em que tal promessa será cumprida. Ou temos esperado ansiosamente por respostas à orações sinceras, mas recebemos somente o silêncio celestial pelo que parece ser um longo tempo. Para todos estes e muitos outros em circunstâncias similares a pergunta permanece: Você pode permanecer fiel e obediente mesmo sem o cumprimento de todas as bênçãos prometidas?

Para todos aqueles nestas circunstâncias, nós recordaríamos a palavra do Senhor ao profeta Joseph Smith na cadeia de Liberty: "[Paz] seja com tua alma; tua adversidade e tuas aflições não durarão mais que um momento; E então, se as suportares bem, Deus te exaltará no alto; triunfarás sobre todos os teus inimigos." (Doutrina & Convênios 121:7-8) Com fé no Senhor nós podemos triunfar sobre os "inimigos de nossa alma," como a frustração, a tristeza, a vergonha, a impaciência, o desespero, e podemos permanecer fiéis até que o Senhor manifeste seu poder em nosso favor e nos conceda ou o desejo justo de nossos corações ou uma bênção ainda maior.

Uma Expectativa Popular Para o Futuro
Cada vez que há uma vaga no Quórum dos Doze Apóstolos muitos perguntam: "O próximo apóstolo Mórmon será alguém de descendência hispânica africana?" Tornou-se habitual para repórteres perguntar se o próximo profeta trará a mudanças "radicais" na composição do Quórum dos Doze—significando o chamado de homens das raças não-Caucasianas.

Sempre que fazem esta pergunta eu lembro os meus interlocutores que os apóstolos são chamados para representar o Senhor diante do povo, e não o contrário. Nenhum membro daquele quórum controla sua agenda ou perspectivas. Eles formam um conselho que por revelação recebeu o encargo de que "… toda decisão tomada por um desses quóruns deve sê-lo pelo voto unânime do mesmo; isto é, cada membro de cada quórum deve concordar com suas decisões ..." (Doutrina & Convênios 107:27). O papel daqueles homens é testificar sobre Jesus Cristo e ensinar seu evangelho às nações do mundo. Eles não são organizados para representar a composição demográfica da Igreja.

Por exemplo, o chamado do presidente Dieter Uchtdorf para o Quórum dos Doze em 2004 não fêz as normas e perspectivas da Igreja tornarem-se mais européias (se é que existe tal coisa).  As mudanças na Igreja acontecem por causa de sabedoria e inspiração recebidas em resposta às necessidades coletivas dos membros da Igreja no mundo inteiro.  O profeta Joseph Smith ensinou: "Este é o princípio pelo qual funciona o governo dos céus: por revelações adaptadas às circunstâncias em que se encontram os filhos do reino." (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.249)

Como sociólogo eu vejo nessa pergunta uma evidência de que a sociedade—tanto Mórmons como outros—está pronta e desejosa de aceitar um não-Caucasiano como um dos líderes da fé Mórmon. Como Santo dos Últimos Dias, eu também considero que esta é uma questão de intervenção divina, que o próprio Deus irá escolher quem irá servi-lo nesta posição de grande responsabilidade.  Assim, nós podemos dizer que, sim, um dia teremos hispânicos, negros, e asiáticos servindo como apóstolos na Igreja do Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.  Mas no momento não podemos dizer quando isto acontecerá.  E eu não espero que nenhuma mudança significativa nas normas e procedimentos virá como resultado unicamente da nacionalidade ou da raça de um novo apóstolo.  As mudanças sempre ocorreram e continuarão a ocorrer na Igreja, mas virão não por causa de pressões políticas ou culturais.  Virão a fim permitir que os membros vivam melhor os princípios do evangelho de Jesus Cristo em seus lares e famílias, e a fim de refinar e fazer a Igreja mais eficiente no cumprimento de sua missão de proclamar o evangelho, de aperfeiçoar indivíduos, e de unir famílias como entidades eternas.

Conclusão
Eu sou negro e um Santo dos Últimos Dias. Eu amo minha religião e eu nunca encontrei em nossas doutrinas e opiniões oficiais qualquer evidência de racismo. Eu vivi os últimos seis anos da proibição do sacerdócio, e depois de sua eliminação eu fui o primeiro membro de minha raça a serir como missionário de tempo integral. Agora, quase trinta anos depois eu sou um sumo sacerdote e ordenado bispo, e meus dois filhos são igualmente portadores do sacerdócio—um também um bispo e o outro um Élder. Meu falecido pai, Helvécio Martins, serviu como uma autoridade geral da Igreja entre 1990 e 1996. Ele foi membro do Segundo Quórum dos Setenta, e muitos Santos dos Últimos Dias daquela época ainda se recordam de seus discursos em duas conferências gerais da Igreja.

Como educador eu me reuno com colegas administradores que antes de 1978 podem ter esposado idéias especulativas em apoio à proibição do sacerdócio.  Como aquelas mulheres muçulmanas na Malásia, outros podem me perguntar: "Como você pode ser Mórmon? Como você pode se associar com essas pessoas?"  Para mim é uma matéria da perdão, de fé em Deus, e de esperança de um futuro calmo para meus filhos e netos.  Nada de bom aconteceria no presente se eu ficasse revivendo eventos do passado.

Minha opinião é que este é um momento para atividade, não para ativismo na Igreja.  Viver fielmente os princípios do evangelho diariamente irá mudar nossas vidas para melhor, não obstante as condições da sociedade ao nosso redor.

Esta não é uma religião promessas imateriais. Muitas das bênçãos, dos privilégios e das promessas extraordinárias contidas no evangelho restaurado de Jesus Cristo podem ser apreciadas hoje mesmo nessa vida. É interessante que no livro de Mórmon nós encontramos referências de que Nefitas e Lamanitas se preocupavam em "… garantir seus direitos e os privilégios de sua igreja e de sua adoração … de sua religião …" (Livro de Mórmon; Alma 2:4, 51:6; 3 Néfi 2:12)  Em um mundo repleto de ambigüidades, dúvidas, receios e perigos, é uma grande bênção poder desfrutar em nossas vidas e lares "… os direitos do sacerdócio [que] são inseparavelmente ligados com os poderes do céu …" (Doutrina & Convênios 121:36; colchetes adicionados).  Esses direitos permitem a cada membro da Igreja se aproximar do Senhor Deus Altíssimo com fé intrépida, e através de obediência receberem "…paz neste mundo e vida eterna no mundo vindouro." (Doutrina & Convênios 59:23)   Em nome de Jesus Cristo. Amém.


Marcus Helvécio T.A. Martins é professor associado de Religião na Brigham Young University-Hawaii. Originalmente do Rio de Janeiro, Brasil, possui doutorado (Ph.D.) em Sociologia da Religião e Relações Raciais & Étnicas.  Lecionou anteriormente na BYU (Provo, Utah) e no Ricks College (agora BYU-Idaho), tendo discursado em várias partes dos Estados Unidos, Brasil, Japão, e também no Canadá, China, Cingapura, Hong Kong, Malásia, e Qatar. Foi nomeado duas vezes para o Who’s Who Among America’s Teachers, e foi eleito “Professor do Ano” pelo Conselho do Presidente da BYU-Havaí em 2002. O irmão Martins serviu duas vezes como bispo, seis vezes como sumo conselheiro, oficiante de templo, professor do Instituto e de Escola Dominical, e tradutor do Livro de Mórmon. É casado com Mirian Abelin Barbosa, e eles têm quatro filhos e duas netas.


Correspondência:

Marcus H. Martins, Ph.D.
Professor Associado
Brigham Young University-Hawaii

Laie, Hawaii, USA   96762
Telefone: (808) 675-3643
E-mail:  martinsm@byuh.edu

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